Pastor Sinodal Bruno
14 de out. de 2011
HOMENAGEM
6 de out. de 2011
REENCONTRO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA, CUIDADORES E FAMILIARES
Aconteceu no dia 24 de Setembro, na Comunidade Evangélica de Santa Cruz do Sul, mais um Reencontro da Pessoa com Deficiência, cuidadores e familiares dos Sinodos Vale do Taquari e Sinodo Centro Campanha Sul.
16 de set. de 2011
INSTALAÇÃO DO P. ROSEMAR
O P. Ahlert atua a pouco mais de 29 anos como pastor na IECLB. Tendo atuado na Rondônia por nove anos e depois no Oeste de Santa Catarina, No Vale do Itajaí e por último na Comunidade de Picada 48 Baixa, em Lindolfo Collor/RS.
Ahlert é casado com Beth e o casal tem três filhas. Duas moram e estudam em Porto Alegre e a outra faz Doutorado na UNB em Brasília. O Pastor Rosemar trabalhará em parceria com o P. Marcos em algumas atividades.
P. Marcos Rogério Radecke
14 de set. de 2011
CULTO CRIOULO
Culto crioulo de 11 de setembro de 2011 – Martim Lutero e na Comunidade do Bosque – Cachoeira do Sul
Lema bíblico da semana: Tudo o que está nas escrituras foi escrito para nos ensinar, a fim de que tenhamos esperança por meio da paciência e da coragem que as escrituras nos dão. Romanos 15.4
Sinos
Prelúdio – Instrumental do Colégio
Acolhida e invocação – Sejam todos bem vindos para a nossa celebração da paixão de um palpitar do coração por mais vida, mais união para com nossa tradição. Assim celebramos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e com licença do Patrão Celestial que nos trata sem igual, com misericórdia e hospitalidade.
Vou chegando, enquanto cevo o amargo de minhas confidências, porque ao romper da madrugada e ao descambar do sol, preciso camperear por outras invernadas e repontar do Céu, a força e a coragem para o entrevero do dia que passa. Eu bem sei que qualquer guasca, bem pilchado, de faca, rebenque e esporas, não se afirma nos arreios da vida, se não se estriba na proteção do Céu. Este trino Deus reúne, fortalece, consola e acolha esta grande família Gaúcha.
Música – Meu Pago (Índio Velho) Canto de Cachoeira do Sul
Poesia –Tio Anastácio declamada por Fanor Augusto Bartmann Carneiro (8 anos
de idade)
Confissão
Ouve, Patrão Celeste, a oração que te faço ao romper da madrugada e ao descambar do sol: "Tomara que todo o mundo seja como irmão!. Ajuda-me a perdoar as afrontas e não fazer aos outros o que não quero para mim". Perdoa-me, Senhor, porque rengueando pelas canhadas da fraqueza humana, de quando em vez, quase sem querer, me solto porteira a fora... Êta potrilho chucro, renegado e caborteiro...mas eu te garanto, meu Senhor, quero ser bom e direito! Senhor Deus Onipotente nós, cristãos que aqui viemos, humilde, reconhecemos todas as falhas da gente, pecamos continuamente no agir ou no falar, às vezes só no pensar, ou quando nos omitimos. Por Jesus, nós te pedimos queira, ó Deus, nos perdoar. Ajuda-me Ó Deus – Senhor e Capataz da Estância Gaúcha. Pra fim de conversa, vou te dizer meu Deus, mas somente pra ti, que tua vontade leve a minha de cabresto pra todo o sempre e até a querência do Céu. Amém.
Juntos cantemos: Tem Senhor piedade, Tem senhor piedade, Tem Senhor piedade
Absolvição
Nosso Pai é amoroso, tem nos tratado com carinho, cuidando de todos nós, como cuida dos seus bichinhos. Assim que tenhamos consolo no perdão do Bondoso Patrão Celeste, que perdoa os nossos pecados. Como mensageiro que cuida das ovelhas e quer que todas vivam felizes e em paz, anuncio-vos o perdão em nome do Deus Patrão celeste: Pai, Filho, e Espírito Santo. Amém.
Kyrie eleyson: Unidos no mesmo afeto, e com amor pela querência olhemos para as dores do mundo, que dificultam a vida de nosso irmão e sua sobrevivência.
Apesar dos pealos e cabrestos, que dificultam o galopar pelos pagos da existência. Temos um Deus que nos cuida e levanta. Assim cantemos louvores pelas dádivas recebidas.
Gloria, gloria, gloria a Deus nas alturas! Glória, gloria, paz entre nós, paz entre nós.
Oremos
Ouve, Patrão Celeste, a oração que te faço: "Tomara que todo o mundo seja como irmão! Ajuda-me a perdoar as afrontas e não fazer aos outros o que não quero para mim". Perdoa-me, Senhor, porque rengueando pelas canhadas da fraqueza humana, de quando em vez, quase sem querer, eu me solto porteira a fora. Obrigado que tu nos reúnes neste lindo culto da tradição entre irmãos e irmãs. Pra fim de conversa, vou te dizer, meu Deus, mas somente a ti: Vou me esforçar, me envolver na sua obra mais enredado que laço de guri. Que a tua vontade leve a minha de cabresto pra todo o sempre e até a Querência do Céu. AMÉM.
Dança melódica da tradição gaúcha – Tatú com volta no meio, por Bernardo e Káren do CTG – Os Gaudérios
Canto – O Vento – (Os Monarcas)
Poesia declamada por Maria Fernanda Bartmann Carneiro (4 anos) Minha Felicidade de Dimas Costa.
Poesia declamada por Claudia Bartmann – Mateando de Jaime Caetano Braun
Leitura do Salmo 103, 8-13
Aclamemos o Evangelho cantando - Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluuuia
Leitura Evangelho Mateus 18, 21-35 - Perdoar sempre
Pregação
Canto – Céu, Sol, Sul – (Leonardo)
Avisos/Ofertas(Durante este canto serão recolhidas as Ofertas do dia destinadas para o trabalho das mulheres e questão de gênero na e através de nossa Igreja).
Oração de intercessão: Gauchadas amigas coloquem nas mãos do Patrão Santo, com toda confiança e franqueza, nossos pedidos e agradecimentos pela vida que temos. A cada petição respondamos juntos:
Todos: Patrão Amado, escuta a nossa prece.
Oremos pelo dom da vida, por nos conceder amor e por cuidar de nossas lidas e familiares. Vem abençoar e fortificar a nossa fé, para que sejamos íntegros e solidários ao nosso rancho retornar. Pedimos pelo povo gaúcho e por todos nós reunidos neste Culto Crioulo, para que nossa tradição manifeste a justiça do Divino Tropeiro na liberdade e bravura de ser gaúcho.
Todos: Patrão Amado, escuta a nossa prece.
Consola e anime os enlutados, enfermos e extraviados, que se perderam do caminho da tua estância. Por todas as pessoas que atualmente estão tristes, passando mal, para que alcancem a cura física e também o alívio espiritual. Pela gauchada sem rancho, sem escola e sem pão, abandonados no corredor da existência, para que possam ter uma ocupação remunerada e alcançar uma vida digna e satisfação.
Todos: Patrão Amado, escuta a nossa prece.
Pelo Brasil, nossa Pátria, pelos pagos rio-grandenses, para que proporcionem a seus filhos, paz, fraternidade e progresso. Que as famílias, as igrejas, os CTGs e sociedade se unam, nos emblemas do Brasão Farroupilha: Liberdade, igualdade e humanidade em todos os rincões e potreiros do pampa do Bom Tropeiro.
Todos: Patrão Amado, escuta a nossa prece.
PAI NOSSO
Bênção
Que a benção do Senhor Deus
Nosso pai Onipotente
Que a benção de Jesus Cristo
Com vós esteja presente
Que o divino Espírito Santo
Vossas vidas oriente.
Santa e Bendita Trindade
Um só Deus vos apascente,
Amém.
Canto – Hino ao Rio Grande de Simão Goldmann
Envio – Vamos semear a paz que brota de um coração apaixonado pelo Evangelho de Jesus Cristo em comunhão com irmãos e irmãs no dia-a-dia de nossa vida.
Pósludio
P. Elio Scheffler, Pa. Regene Lamb, Grupo Instrumental do Colégio Barão do Rio Branco com os professores Ezequiel e Simone, Claudia Bartmann, Fanor Augusto e Maria Fernanda Bartmann Carneiro– poesias, Participação especial de Jair Gass (Gaita) e Felippe Goldmann (violão) de Monte Alverne
Leia mais em: http://www.cbarao.com.br/martimlutero/8 de set. de 2011
ENCONTRO DOS SETORES SINODAIS DE TRABALHO
Está chegando o dia em que queremos sentar juntos, como setores de trabalho do sínodo, para estudar sobre qual é a melhor maneira de pôr em prática o desafio que a XVI Assembléia Sinodal nos colocou: “Investir em formação nos próximos anos”. O tema Formação ainda é muito amplo e as necessidades e anseios que vem das comunidades são muito variadas e por isto é de suma importância, que em conjunto tentemos abraçar a causa, respeitando os nossos limites físicos, a agenda disponível e também os recursos financeiros que temos à disposição.
O objetivo da reunião deste grupo, que carinhosamente chamamos de “Conselhão”, é o de aprender a planejar juntos as nossas atividades, respeitando o específico de cada setor. Sofremos da “doença”: Sobrecarga da agenda.... como podemos dar conta da tarefa que nos foi confiada, sem que ela se torne cansativa e com isto desanimadora? Qual a melhor maneira de investir os recursos financeiros, levantados por ofertas e ou pelo dízimo? Quanto afinal temos disponível para realizar esta tarefa?
De momento são muitas perguntas, mas acreditamos que juntos vamos descobrir caminhos e respostas, MAS, para que isto possa acontecer, é preciso que os representantes de todos os setores que se farão presentes, venham de espírito aberto e não já com a solução pronta, ou, dispostos a querer lutar somente pelo seu setor e departamento... Cada departamento é importante, mas queremos, a partir da visão do todo, ver como podemos, como departamento e ou setor de trabalho do sínodo, fazer a nossa parte.
Aguardo ansioso em poder rever vocês no dia 10 de setembro em Santa Maria, para juntos planejarmos a nossa caminhada sinodal.
Cordialmente
Pastor Sinodal Bruno Bublitz
31 de ago. de 2011
MUTIRÃO ECUMÊNICO SULÃO VI
Aconteceu entre os dias 26 e 28 de agosto, no Centro Mariápolis, em São Leopoldo (RS) o Mutirão Ecumênico Sulão VI. O evento foi promovido pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Conselho Latino Americano de Igrejas (CLAI) e reuniu pessoas interessadas na promoção do ecumenismo. O encontro aconteceu sob ótica da defesa da criação divina, trazendo para reflexão a temática “Unidos em Cristo na defesa da criação” e o lema “A criação espera com impaciência a manifestação dos filhos de Deus”(Rm 8, 19).
O Mutirão Ecumênico Sulão VI reuniu representantes dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, além de representantes do Uruguai e da Colombia. Foram cerca de 200 participantes das Igrejas Católica, Episcopal e IECLB, especialmente. A temática foi abordada a partir de quatro enfoques: Histórico do Movimento Ecumênico, pelo
Pe Paulo Homero Gozzi ; Ecologia - Desafios e perspectivas, por Arno Leandro Kayser - Agrônomo, Ecologista e Professor; Questões ecológicas: o compromisso das Igrejas?, pelo P. Marcelo Schneider - Secretário Moderador do CMI; e Ética Social Ecumênica, pelo Pe. Érico Hammes -
Professor de Teologia da PUCRS e Doutorem Teologia Sistemática. Da área de abrangência de nosso Sínodo participaram pessoas de Santa Cruz do Sul e de Santa Maria – católicos, episcopais e luterano.
Professor de Teologia da PUCRS e Doutor
Foi uma grande oportunidade de convívio ecumênico, reflexão, integração e motivação para a caminhada.
P. Reinoldo G. Nuemann
Santa Maria
XVI Assembléia Sinodal do Sínodo Centro Campanha Sul
Estivemos reunidos, no dia 20 de agosto em Linha Boemia, interior do município do Agudo, para a nossa Assembléia sinodal. Foi um momento marcante por diversos motivos:
1. Conseguir reunir quase 150 pessoas num dia frio e pensando que para poder participar deste encontro teve gente saindo de madrugada de casa... isto é sinal de muita paixão.. amor por sua igreja e vontade de querer servir a Deus com as forças e ferramentas que Ele nos deu.
2. Oportunidade de nos encontrarmos e reencontrarmos como irmãos e irmãs que se sabem pertencer a uma mesma igreja.., que tem anseios e alegrias para partilhar.
3. Foi um tempo preciosos para refletir sobre a temática: “Somos parte de um corpo”. Mesmo que sendo um corpo muitas vezes frágil e dominado pelo egoísmo, sabemos que pertencemos a um corpo: corpo que sofre pelos nossos erros e corpo que se alegra com os acertos.
4. Investimos um tempo precioso para tentar focar as nossas prioridades para os próximos anos... Sei que na diversidade geográfica que vivemos, as necessidades são muito variadas, mas conseguimos apontar para uma direção: FORMAÇÃO... este é o tema que vai nos orientar nos próximos anos. Ainda é necessário afinar o foco, mas não se deve perder a direção para a qual a assembléia apontou.
Nossos sinceros agradecimentos:
a. Ao senhor Werner Bittelbrumm que com maestria conduziu os trabalhos da Assembléia;
b. À comunidade de Linha Boemia e à Paróquia de Cerro da Igreja que sediaram este encontro e nos acolheram com tanto carinho;
c. A Diácona Ingrit Voigt que nos conduziu na reflexão;
d. A todos/as vocês, delegados e delgadas que se fizeram presentes nesta assembléia.
e. Aos ministros/as que participaram
Rogo ao bondoso deus que Ele abençoe o nosso planejar e o nosso agir.
Carinhosamente
Pastor Sinodal Bruno Ari Bublitz
24 de ago. de 2011
SEMANA NACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
“Minha porta está sempre aberta. Eu sou gente, criatura como vocês. Eu preciso conviver e ter amigos e amigas.”
Esta frase escrita por uma menina deficiente visual, com palavras simples, mas de um significado imenso, nos toca profundamente.
Vamos refletir algumas palavras chave dessa frase: Amigos, conviver e inclusão.
Ter e conviver com amigos, é uma riqueza incalculável, sem preço nenhum. É essencial e de fundamental importância em tê-los, independentemente, ou não, de ser portador de uma limitação ou com deficiência, pois necessitamos uns dos outros, para suavizar e embelezar a nossa vida.
Cultivar a convivência, com a família, amigos e comunidade, nos engrandece fortalece, a superar as muitas barreiras impostas pela exclusão, do preconceito, da vergonha e outras.
Vivenciar a inclusão em todos os âmbitos da vida, e conscientizá-la para a sociedade, deixando que a própria pessoa com deficiência seja o seu porta-voz é uma missão sublime.
ORAÇÃO
Senhor Deus Pai, ao orar, olhei ao redor e com tristeza vi imagens desoladora de desamor desrespeito, desigualdades, de violência, guerras, de sofrimentos, de preconceito, discriminação e pobreza.
Devo lhe confessar das muitas dúvidas e medos que me assolam e principalmente me assustam, pois me paralisam e travam o meu consciente e todos os sentidos, gestos e ações.
Sei também Senhor que este não envolver se chama a omissão:
De estender a mão, amparar e amar o próximo;
De viver em paz e de proteger a natureza;
De repartir e compartilhar o pão com os que não têm;
De valorizar a vida e de aceitar todos com as suas diferenças;
Esqueci do fundamental que é o amor e a solidariedade.
No entanto Senhor o Teu amor é único e infindável para com todos os seres humanos, pois aos teus olhos somos todos iguais, não existe diferença sociais, limitações e deficiências. E esse amor grandioso nos dá a sublime esperança de cada dia um novo recomeçar de vida.
De novas alegrias, após lágrimas derramadas;
De novos sonhos, após metas alcançadas;
De novas possibilidades e dons, após a perdas e limitações;
Do perdão renovado, após a ofensa;
De novas esperanças e recomeço de vida, após o sofrimento.
Senhor Deus misericordioso, nos envolva com Tua bondade e faça que todos nós possamos entender o Teu imenso amor e pedimos a graça de Teu Filho Jesus Cristo, de compartilhá-lo com a comunidade. Amém.
Carla Koppe
SOU EU O DEFICIENTE?
A cada ano, na Semana Nacional da Pessoa com Deficiência que acontece de 21 a 28 de agosto, as comunidades e organizações confessionalmente vinculadas à IECLB são motivadas a refletir, junto com a sociedade brasileira, sobre temas relacionados à inclusão e acessibilidade e para isso quero compartilhar um texto de Frei Betto publicado em Agosto de 2001 e que nos pode ajudar a pensar com carinho sobre esses temas:
Porque sou tetraplégico, preso a uma cadeira de rodas, chamavam-me de "aleijado". Por sofrer de cegueira, fui considerado "deficiente físico". Psicótico, trataram-me como um bicho de sete cabeças. Agora, por ter perdido um braço num acidente, cuja pancada deixou-me leso, sou qualificado de "portador de deficiências física e mental".
Mudam os termos, mas não a cultura que ponha fim aos preconceitos que me cercam. Antes, diziam que sou mongolóide; agora sofro de síndrome de Down. Era leproso; agora tenho hanseníase.
Nesta sociedade contaminada pela síndrome de Damme, e que cultua a idolatria dos corpos - ainda que a cabeça se assemelhe à do camarão - sou confinado, léxica e socialmente, às limitações que carrego.
Se saio à rua, pouco encontro rampas, em calçadas e prédios, para passar com a minha cadeira de rodas. Com freqüência, há um carro estacionado na vaga a mim reservada. Temo um novo atropelamento ao cruzar a rua, pois o tempo do semáforo e a fúria dos motoristas não respeitam a lentidão deste corpo que se apóia na bengala.
Muitas vezes, na rua, dependo da solidariedade anônima para subir para o ônibus ou poder sentar no metrô. À noite, sonho com fantasmas gritando em meus ouvidos:
Fique em casa! Sua debilidade é o seu cárcere! Não se atreva a imiscuir-se neste mundo de corpos esbeltos e saudáveis, sarados e curados, lindos e louros. Fique em casa!
Não fico. Nem aceito que minhas limitações permaneçam estigmatizadas por expressões equívocas. Não sou um portador de deficiência. Sou um portador de inteligência, aptidões e talentos. De dignidade e cidadania.
Sou um PODE portador de direitos especiais. Todos temos direitos universais. Tenho direito também aos especiais: equipamentos sociais, prioridade no atendimento público, estacionar em local proibido etc. Quero ser definido, não pela carência que atinge a minha saúde, mas pelo direito que a sociedade está obrigada a me assegurar.
Como qualquer pessoa, preciso trabalhar. Sei que não tenho aptidão para certas tarefas, devido ao meu descontrole motor. Mas de quantas coisas sou capaz, graças à minha inteligência e cultura, habilidade e talento! Sei pintar com a boca ou com os dedos dos pés; posso ensinar idiomas ou computação sem me erguer da cadeira; sou bom no controle de qualidade dos produtos.
O que seria de nós se Beethoven fosse discriminado como surdo e Stephen Hawking como aleijado? E se Van Gogh permanecesse internado após cortar a própria orelha? E se Lars Grael ficasse em casa lamentando a perda de uma perna?
Deficiente é quem traz, na vida, um déficit com quem depende de solidariedade: o pai que ignora o filho doente; a mãe que se envergonha da filha excepcional; o empresário que exige "boa aparência" de seus funcionários; o poder público que não constrói equipamentos, nem põe na cadeia quem discrimina um portador de direitos especiais.
Vontade de fazer as coisas eu tenho. Capacidade também. Sei que posso, sou um PODE. Só faltam oportunidades e quem reconheça que, aquém dos direitos especiais, tenho também direitos universais.
Pensemos nisso e que Deus te abençoe. Amém.
23 de ago. de 2011
XVI ASSEMBLEIA SINODAL DO SINODO CENTRO-CAMPANHA SUL
Aos vinte dias do mês de Agosto do ano de dois mil e onze, aconteceu a XVI Assembleia Sinodal do Sinodo Centro-Campanha Sul nas dependências da comunidade Evangélica de Linha Boêmia, Agudo/RS. Segue a Mensagem dos Delegados e Delegadas a todas as Comunidades do Sinodo:
Mensagem da XVI Assembleia Sinodal
Como participantes da XVI Assembleia Sinodal do Sínodo Centro Campanha Sul, reunidos em Linha Boêmia – Paróquia Cerro da Igreja, município de Agudo, saudamos a todos vocês irmãs e irmãos das nossas comunidades na certeza da fé que se alimenta da graça de Deus e que nos compromete no amor.
Fomos acolhidos por lideranças comunitárias que haviam preparado um delicioso café matinal, que aqueceu nossos corpos na fria manhã agudense. A pastora local, Roseli Breunig Berger, aqueceu nosso espírito através de uma palavra de meditação que acompanhou-nos durante os trabalhos no decorrer do dia.
Esteve conosco a Diácona Ingrit Vogt – Secretária Geral da IECLB, a qual também representou a presidência da IECLB. Ingrit, a partir do estudo de 1 Co 12.12-27, animou-nos dizendo que somos uma Igreja bonita, séria, vibrante e respeitada; uma Igreja colorida, presente nas mais diversas realidades e recantos do nosso país, onde cada membro é desafiado a servir com seus dons. Temos uma tarefa especial: inclinar-nos em direção aos membros e comunidades que, “qual dedinho machucado”, necessitam ser abraçados e auxiliados para darem seguimento ao anúncio e vivência do Evangelho.
Como parte deste Corpo de Cristo, queremos renovar a nossa disposição em servir uns aos outros em solidariedade. Compartilhando alegrias e tristezas, queremos reafirmar a missão diaconal da nossa Igreja e animar a todos vocês na caminhada de sermos cada vez mais inclusivos, acolhedores e missionários para e com todos, “servindo uns aos outros cada um conforme o dom que recebeu de Deus” – 1 Pe 4.10.
Na paz de Cristo.
Linha Boêmia, 20 de agosto de 2011
Os(as) Delegados (as)
IECLB-SELOS
No relatório para o XIII Encontro de Representantes Sinodais da OGA, o Sr. Dieter Fertsch, coordenador de IECLB-Selos, escreveu o seguinte:
Na história de IECLB-SELOS, agora já com quase 32 anos de atividade, houve dois acontecimentos marcantes:
O primeiro em 2002, quando iniciou a parceria com a OGA, a partir da qual a quantidade de doações de selos, principalmente por grupos do GAW na Alemanha, aumentou consideravelmente e a nossa prioridade número um foi o empenho na busca por mais compradores, pois os estoques estavam crescendo muito. Além das feiras periódicas, as vendas a partir de nossa residência (por carta, e-mail ou pessoalmente) aumentaram e chegaram a superar os resultados financeiros obtidos nas feiras. Em conseqüência e por motivos práticos decidimos suspender estas feiras em 2007.
Em 2010 houve o segundo acontecimento marcante: O Sr. Romeu Odilo Trauer, membro da Comunidade de Florianópolis, até então desconhecido por nós, colocou à nossa disposição o seu site na Internet sobre venda de selos. Prontificou-se a publicar nosso trabalho e o resultado foi simplesmente impressionante. Se o cancelamento das feiras foi uma espécie de “fechar uma janela”, eis que Deus abriu uma verdadeira porteira: Os pedidos por e-mail não cessaram de chegar assim que quase não damos mais conta de tantas encomendas. Em tudo isto o que nos motiva e sempre emociona de novo é o fato de os próprios clientes fazerem propaganda muito positiva na Internet sobre o nosso atendimento, pois no respectivo site acontece uma intensa troca de comentários entre os colecionadores:
http://selosdobrasil.forumeiros.com/t1176-onde-comprar-selos. Mais informações sobre esta organização: http://dl.dropbox.com/u/10421874/Divulgacao.doc.
A procura por selos foi tamanha, que hoje já nos faltam selos do Brasil. Assim, aproveito este relato para fazer um apelo por doação de selos: Nas comunidades, em firmas, escolas e junto a pessoas individuais.
Peço ainda que as doações sejam, de preferência, encaminhadas diretamente ao meu endereço:
Dieter Fertsch
Caixa postal 06
96880-000 VERA CRUZ/RS;
E-mail: dfertsch@ig.com.br
11 de ago. de 2011
RELACIONAMENTO PAI – FILHO
Somos pessoas que vivem em um mundo onde há relações. Nossa relação se dá com o outro e com a criação. Algumas relações são mais próximas, íntimas, outras mais distantes e formais. Quando nos relacionamos com o outro sempre aprendemos com ele, ou alguma coisa ensinamos. Para um bom relacionamento é necessário estar aberto, estar disposto a crescer com o outro; respeitar o outro, o que ele sente, o que ele pensa.
Nossos relacionamentos não são perfeitos, pois não somos pessoas perfeitas. Sempre temos a possibilidade de desenvolver-nos, aprimorando e melhorando nosso jeito de ser. Melhor se isso for feito de forma relacional. Quem se “enxerga” assim, como pessoa imperfeita, também percebe que as relações são e sempre serão imperfeitas.
Quando sou confrontado em meu modo de ser, pensar, agir e viver, preciso posicionar-me. Quando me posiciono reafirmo ou descubro a minha identidade. O outro me ajuda a dizer quem eu sou. Sou desafiado a assumir a minha responsabilidade, minhas ideias e convicções. Para um bom relacionamento não posso esconder-me.
Em nossa vida carregamos jeitos que herdamos de nosso pai, de nossa mãe. Nossos corpos carregam genes que trazem consigo características, traços corporais, personalidade... “É a cara do pai”- ouvimos tantas vezes. A vida familiar é construída a partir das características que carregamos, sejam elas boas ou não tão boas assim... Construímos laços de afeto, carinho... Relacionamo-nos enquanto pai/mãe, filho/filha, irmão, avô, neto... A quantas anda nosso relacionamento familiar, o relacionamento de pais para com filhos, filhas?
Conforme Gn 12.2, Deus deixa um desafio para Abraão (nosso pai na fé) no seu relacionamento para com o povo de Israel: “sê tu uma benção”. Desafio que permanece em nossos dias, no nosso com-viver. Por isso, pais, sejam uma bênção para seus filhos. Filhos sejam uma bênção para seus pais.
Viver, acompanhar, desfrutar da vida, da fé, da comunhão com pais, mães e irmãos de forma sadia e bonita é uma bênção de Deus. Quem tem esta possibilidade, em meio a uma sociedade fragmentada, que valorize a riqueza desta boa relação. Sem dúvida, a vivência sadia é uma das maiores bênçãos que podemos ter em nossa vida.
Pense nisso. Amém.
P. Décio Weber
3 de ago. de 2011
24 de jul. de 2011
AVÓS e NETOS
Parte de uma bela oração do rei Davi diz assim: "EU TE PEÇO AGORA, Ó SENHOR, QUE ABENÇOES OS MEUS DESCENDENTES PARA QUE ELES CONTINUEM A TER SEMPRE A TUA PROTEÇÃO. QUE A TUA BÊNÇÃO ESTEJA COM OS MEUS DESCENDENTES PARA SEMPRE!"(2.Samuel 7.29). Prece semelhante, carregada de emoção e de ternura, está no coração e nos lábios de pais desde antes do nascimento dos filhos. Durante todo o tempo de exercício do ministério pastoral em comunidade assisti momentos profundamente marcantes, quando pais banharam com lágrimas de alegria e gratidão seus filhos pequenos no momento do Batismo. A pergunta para casais em preparação à celebração de Bodas, pelo motivo de felicidade em seu matrimônio, teve sempre a mesma resposta: NOSSOS/AS FILHOS/AS. Filhos e filhas são presentes especiais que Deus nos dá e um investimento que Ele faz em nossas vidas. Tristes excessões em nossa sociedade tem maculado o curso deste projeto de Deus.
Nosso tempo passou rápido, os filhos cresceram e deixaram de ser aquelas fofuras que abraçamos e carregamos orgulhosos. De repente, lá estão eles adultos cheios de problemas, às voltas com emprego e prestações, acompanhados do cônjuge e de seus sogros..... Onde ficaram nossas crianças, com quem batíamos uma bola ao entardecer e no sonho de ser grande atleta, ou que nos acompanhavam ao supermercado cheios de conversa e chantagens para ganharem um bombom?! Onde ficaram nossas crianças que acreditavam tudo da gente ou com quem tínhamos que discutir muito a validade do cardápio no almoço?! O tempo as levou....e pior, nós envelhecemos e tivemos que contentar-nos com as lembranças, as fotos e a saudade.
Mas Deus e a vida são generosos. De repente, mesmo que "tardiamente" conforme nossa opinião, e porque os filhos estavam apenas"ensaiando" com seus pares - conforme declararam - CHEGARAM OS NETOS! A experiência é indescritível! É algo novo e muito louco! Segurar o neto nos braços pela primeira vez faz tremer os joelhos, da mesma forma como no dia do nascimento dos filhos. A gente balança, esta é a verdade! Mas é lindo demais!,
Há um texto da escritora Raquel de Queiroz, passado por uma grande amiga, que retrata com incrível perfeição os sentimentos do ser avó e avô. Permito-me citar e/ou comentar algumas citações.
"Netos são como herança que a gente ganha sem merecer. De repente eles caem do céu.... Neto é sangue do meu sangue, filho em dose dupla. Os netos são filhos com açúcar!" - Depois que o tempo passou mais depressa do que se esperava, os anos da idade avançada tem suas compensações. A juventude foi-se, os filhos pequenos são adultos e pais, a gostosa algazarra das crianças de outrora não existe mais lá em casa. Mas a compensação chega de mansinho na figura dos netos. Até parece que a vida nos dá netos para compensar todas as perdas trazidas pelo avanço da idade. "São amores novos, profundos e felizes, que vem ocupar aquele lugar vazio dos filhos pequenos. E quando a gente embala o menino e ele, tonto de sono, abre os olhos e diz: 'Vovô', o coração estala de felicidade como pão no forno."
Com maravilhosa simplicidade e afeto a escritora descreve esta relação entre netos e avós. É assim mesmo. Tomar o neto nos braços pela primeira vez, cuidar da mamadeira, da higiene, do adormecer.... isto deixa a gente msis jovem e mais otimista. Netos são um bálsamo eficiente para alma!
Em gratidão a eles por tudo isso, e também para compensar aquele tempo que os próprios filhos mereceram e não receberam há anos - afinal, havia trabalho, compromissos, TV, coisas de adultos....!!; sim, por isso avós correm o risco de conceder a netos mais do que os seus pais lhes dão. É aquela tática de "dar o bombom e esconder a mão". Nada mais do que cumplicidade..... Maravilhoso! Quando os netos chegam na casa da gente, a alegria é imensa, na mesma medida em que a saudade se instala quando eles saem. E aí torcemos para que voltem logo!
Enfim, eis os netos e seus pais, motivo de nossa oração para que Deus os proteja e abençoe para sempre. E na medida que a velhice nos envolver plenamente, sem disfarçar que existe o momento final, ensaiamos com os netos a certeza de que assim a vida vale e valeu a pena!
Dedicamos esta matéria a todos que já são avós, e àqueles que, se Deus permitir, também o serão.
P.em.Waldir e Lucila Trebien
- NOSSOS FILHOS (a foto em preto e branco)
- NOSSOS NETOS
- OS AVÓS
14 de jul. de 2011
CONSELHO SINODAL DE MISSÃO - PAMI
No dia 02 de julho de 2011 em Candelária aconteceu mais um Seminário de Planejamento Extratégico de Missão em Comunidade. Presente lideranças de diversas Paróquias do Sínodo. Pastor Leonídio Gaede coordenou os trabalhos durante o encontro.
Primeiramente trouxe-nos um estudo sobre o cuidado dos bens da Igreja. O maior bem da Igreja de Jesus Cristo é o Evangelho. Depois vem o Povo de Deus que se reune e celebra. O terceiro bem são os Ministérios com ordenação e o quarto os Presbitérios. Recapitulamos os passos do planejamento comunitários:
-A importância de reunir a Comunidade para explicar o que vai acontecer.
-A constituição de uma equipe de planejamento.
-Reunir a equipe de trabalho que vai estudar o quadro estatístico da comunidade; vai chegar num consenso sobre como vemos a nossa comunidade, como os outros a vêem e como queremos que ela seja vista; vai elaborar a missão, visão e valores da comunidade; vai relacionar os pontos fortes, fracos, as ameaças e oportunidades; chegar a um consenso destes pontos e cruzar os dados na matriz de impactos cruzados; estabelecer ações estratégicas; desdobrar as ações segundo a ênfase do PAMI (Evangelização,Comunhão, Diaconia e Liturgias); definir as atividades de cada ação estratégica e elaborar o quadro de execução das ações; Passo seguinte é apresentar o plano para a Comunidade, celebrar, executar e monitorar.
Ernesto E. Frederichs – Coordenador.














